sábado, 16 de janeiro de 2010

Zilda Arns estava no lugar certo, no momento exato

Em meio a tantas manifestações de solidariedade e condolências, acho arriscado só de ter esse pensamento. Se bem que, se for explicado, ninguém me condenará.

Confesso que fiquei chateado, mas acho que as circunstâncias foram perfeitas. Se ela tivesse morrido de uma doença qualquer, assassinada ou num acidente isolado, sua morte não teria jamais a notoriedade que teve.



Para a grandiosidade dessa mulher, uma morte simples seria até um desleixo divino.

Pense. Ela morreu "trabalhando" e não a turismo. Estava num país miserável e morreu entre aqueles que ela ajudava - os pobres.

Com certeza ela deixou uma legião de seguidores, principalmente aqui em Curitiba. Mas, mais certeza ainda é que, dada a dimensão da tragédia que a vitimou, a notícia ganhou um peso muito maior. Com isso, o trabalho dela contaminou muito mais pessoas.

Finalizando e concluindo meu raciocínio, penso que Deus foi extremamente caprichoso quando definiu a forma como a Dra. Zilda Arns iria nos deixar. Eita Deus porreta!

O mundo perdeu uma heroína brasileira. Ficou seu legado e sua referência.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Zilda_Arns

Não dê milho aos pombos

Sou extremamente calmo e contido. É muito difícil eu me descontrolar frente-a-frente com outras pessoas. Hoje conseguiram me tirar do sério.

Estava na Praça Santos Andrade com meu cachorro e ali tem uma concentração grande de pombos. Como se não bastasse o pipoqueiro, outras pessoas vão até a praça com o único propósito de dar comida aos pombos.

Essa era a cena que eu observa mas, outras atitudes me deixaram revoltado. Uma menina de uns 7 anos pegava os pombos com as duas mãos e os levava para exibir a sua mãe. Soltava e depois vinha se vangloriando com um outro menino, dizendo: "sou uma menina corajosa". Então ela pegou mais um pombo e o amigo pegou outro, foram ao chafariz "brincar". O menino jogou um pombo com força na água e a menina "brincava" de afogar o outro pombo. Pareciam se divertir pra valer. Não me contive e briguei com os dois. Fiquei por ali e vi que tinha mais umas 5 ou 6 crianças brincando. Fui na direção deles e também falei para não fazerem aquilo. Me afastei e a brincadeira de pegar os pombos continuou.

Ali por perto estavam alguns adultos, para onde as crianças levavam os pombos para mostrar e tirar fotos. Fui até lá e, primeiro, alertei sobre o problema das doenças que os pombos transmitem e depois falei que a brincadeira poderia machucar os pombos, quebrando as asas, por exemplo. Os adultos retrucaram meus comentários e demonstraram que não gostaram da minha intervenção.

Bom, a história é essa. Fico feliz de ter rompido essa barreira que me impede de, mesmo vendo algo errado, ficava remoendo a cena mas não tomava nenhuma atitude.

Talvez seja uma boa ideia colocar placas nesses locais dizendo: "Não alimente os pombos". Vou mandar essa sugestão à Prefeitura.

Para quem ler, saiba: o alimento natural dos pombos não é milho, pipoca, pão, arroz nem macarrão.

Um de seus principais alimentos são os insetos. Insetos que, se não sevem de alimento às aves, infestam as cidades, principalmente as regiões próximas às praças. Portanto, deixe a natureza agir e "não dê milho aos pombos", eles sabem se virar.